Homossexual nasce homossexual?
A pergunta podia ser formulada de outra forma: nascemos pecadores ou adquirimos essa natureza quando começamos a praticar pecados? Ora, a Palavra de Deus é clara no sentido de que já nascemos em iniquidade (Sl 51.5).
Portanto, resumir a prática homossexual, segundo vociferam alguns, como sendo apenas resultante de abusos sofridos na infância ou como decorrência de ausência paterna ou materna certamente não resolve todas as questões. Quem está caminhando na fé há anos como eu sabe de casos que não se incluem nessas hipóteses, embora elas sejam bem reais e ocorram muitas vezes.
Quando alguém pensa o homossexualismo desse jeito pergunto se a pessoa realmente entendeu a doutrina do pecado. Ou seja, nascemos avarentos, ou aprendemos a ser assim? Nascemos com a mentira, ou aprendemos ela depois? Nascemos com o ódio, ou passamos a odiar depois? Nascemos egoístas, ou essa prática precisou ser aprendida futuramente?Então, se chegamos à conclusão de que já nascemos em corrupção, como a Escritura tantas vezes nos diz, por que no caso do homossexualismo muitos simplesmente querem demonizar a prática, ou reduzi-la como sendo consequência das hipóteses já mencionadas (abusos ou ausência dos pais), ou ainda colocá-lo numa categoria de pecados diferente dos demais?
E vou adiante: se não entendemos a doutrina do pecado não entenderemos o evangelho e do que realmente a cruz de Cristo nos salvou e libertou. Aliás, essa tem sido a minha conclusão. Muitos cristãos não entenderam que são pecadores e que o evangelho nos salva essencialmente daquilo que somos por natureza, e não somente daquilo que fazemos. Porque, do contrário, vamos imaginar que vencer o pecado é simplesmente se controlar para não praticá-lo. O problema é que, antes mesmo do ato, o simples desejo já é pecado, o que indica que nosso problema é muito mais interior, complexo portanto, do que meramente controlar certas atitudes.
Sem desconsiderar a gravidade do pecado de homossexualismo, pergunto se as pessoas também estão preocupadas com seus desejos ocultos de vingança, malícia, avareza, ciúmes, irá, discórdias etc? Volto ao ponto: não entendendo o que significou o pecado não entenderemos do que de fato fomos salvos. Fomos salvos de nós mesmos, fomos salvos da condenação, da ira de Deus, de quem por natureza éramos objeto. E ninguém como Paulo explica isso de forma tão clara:
“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência; entre os quais também todos nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos, por natureza, filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos, e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.1-10).
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